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Não há amor que não doa, que não faça barulho

Ele chega e põe fim a calma É o maior vilão do sossego

Causador da inquietude Causa dor Invade sem dó nem piedade

Não tem pena E a gente pena Pena para não sair do sério

Para não sair de si Para não sair nunca mais de perto

É uma dor que todo mundo consente e sente até cansar

Fica exausto, mas não reclama Clama, grita, implora

No amor tudo é intenso, tudo é para ontem, tudo transborda

Os apáticos no amor que me perdoem, mas quem é vivo sempre padece.

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