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Havia algo naquele olhar que desatava o laço que prendia minhas angústias, soltando-as todas de uma única vez, permitindo que a brisa mais suave fosse capaz de carregá-las para longe do meu coração – pela primeira vez, depois de tantos meses em silêncio, voltava a bater independente, sem necessidade em estar associado a alguém. Meu coração apenas batia para me manter viva, desprendida da doença em ser de alguém. Naquele instante, percebi que eu deveria me pertencer.

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